quarta-feira, junho 18, 2008

Daniel Balavoine - s.o.s d'un terrien en dértresse

Ando muito musical, e há tantas musicas de que me lembro e me apetece por aqui, não sei se para vocês é um seca, ou assim, mas para mim é um prazer voltar a ouvi-las e até traduzi-las.

Esta musica também é do espectaculo "Starmania", acho que se passa de comentários.



S.O.S de um humano em apuros (escolhi humano porque fica melhor que terrestre :D)

Porquê que vivo
Porquê que morro
Porquê que rio
Porquê que choro

Aqui está o S.O.S
de um humano em apuros

Nunca tive os pés assentes na terra
Preferia ser um passaro
Sinto-me mal na minha pele
Gostaria de ver o mundo ao contrário
E se fosse mais belo?
Mais belo visto de cima...
de cima

Sempre confundi a vida
Com as bandas desenhas
Tenho como vontade de metamorfoses
E sinto qualquer coisa
Que me atrai
Que me atrai
Que me atrai
Para cima

Na lotaria do Universo
Não tirei o bom número
Sinto-me mal na minha pele
Não quero ser um robô
metro, emprego, dormir

Porquê que vivo
Porquê que morro
Porquê que rio
Porquê que choro

Acho que estou a captar ondas
vindas de outro mundo

Nunca tive os pés assentes na terra
Preferia ser um passaro
Sinto-me mal na minha pele
Gostaria de ver o mundo ao contrário
Preferia ser um passaro
Dódó criança dorme

Paris s' éveille - Paris acorda

Voltei aqui com mais uns minutos de musica, outra musica de que não me canso de ouvir, tão alegre e cheia de energia, optima para acordar :D, Jacques Dutronc no seu melhor! (desculpem a qualidade do video, mas é a minha versão favorita e não encontrei com melhor qualidade ;) )

Esta musica é dedicada ao Pinguim, para o animar um bocadinho, já que tem sempre uma palavra amiga para toda a gente, e nunca se esquece de nos vir visitar (a todos os blogueiros), e já que gosta de musica francesa, espero que tenha o efeito desejado e que gostes da musica :D



Tradução made by TUSB (com pena não consigo manter as rimas e trocadilhos do original)

Paris acorda

Sou o delfim da praça delfina
E a praça branca tem mau aspecto
Os camiões estão cheios de leite
Os que limpam as ruas cheios de vassoras

São 5 horas, Paris acorda, Paris acorda

Os travestis vão fazer a barba
As "bailarinas" vão se revestir
As almofadas estão esmagadas
Os namorados estão cansados

São 5 horas, Paris acorda, Paris acorda

O café está nas chavenas
Os cafés limpam os seus vidros
E sobre a avenida Montparnasse
A garagem não é mais que uma carcassa

São 5 horas, Paris acorda, Paris acorda

Os transportes nocturnos estão nas garagens
Na cidadezinha cortam a banha
"Paris by night" volta a ter "cars"
Os padeiros fazem cacetes

São 5 horas, Paris acorda, Paris acorda

A Torre Eiffel tem frio nos pés
O arco de triunfo está ranimado
E o obelisco está bem erguido
entre a noite e o dia

São 5 horas, Paris acorda, Paris acorda

Os jornais são impressos
Os obreiros estão deprimidos
As pessoas levantam-se estão chateadas
É hora de me ir deitar

São 5 horas, Paris levanta-se
São 5 horas, não tenho sono

segunda-feira, junho 16, 2008

Factos reais, incompetência e inhumanidade...

Inspirado pelo post do Pinguim sobre a saúde em Portugal vou aqui relatar uma pequena história, que aconteceu há (à volta de)8 anos.

Um dia normal, como qualquer dia, minha cara metade (J), sentiu-se mal, com terriveis dores no abdomen, peguei nele, chamei um taxi (não tinha carta na altura) e fomos para o hospital após vários exames, e umas 9 horas de espera, resultado do diagnóstico, ulcera gástrica. Saimos do hospital com uma receita de medicamentos, em que o das ulceras "só" custava 8 contos, mas o preço era o menos, de momento que o J se sentisse melhor é o que importava.
Passado duas semanas, o J acordou uma manhã cheio das mesmas dores, pior, passado um bocadinho começou a vomitar o que parecia uma mistura de bilis com sangue, apavorado chamei um taxi (que sabia que iria chegar mais depressa que a ambulancia) e peguei nele, e fomos a correr para o hospital... entramos no hospital ás 7 da manhã, tive a boa ideia de levar os medicamento que ele estava a tomar, mas... não me deixaram entrar com ele na triagem... ele num estado daqueles...
Fiquei até ao meio dia, 5 horas, sem saber o que se estava a passar, sem poder fazer nada, o J pouco tempo depois do meio dia, pálido, suado, e quase sem poder andar é que me veio dizer que ainda tinha de ir fazer uns testes, e para me ir embora... como poderia eu me ir embora...
Enfim, ele voltou lá para dentro e as 19 horas, chamaram os seus acompanhantes (eu) para ir ter com ele lá dentro, fui ter com ele, e lembro-me perfeitamente as palavras dele na altura... "a médica que me estava a fazer a ecografia, até se ria, do disparate da ulcera, ela disse que era claramente pedras na vesicula, e alias a vesicula já rebentou e tem uma hemoragia interna..." enquanto esperava pela maca para me dar a roupa e as coisas dele...

Veio então uma infermeira que nos mandou ir esperar na sala de espera das visitas, e tentei explicar-lhe que ele estava a espera da maca, e ela, só chamou o segurança para nos fazer esperar na sala de espera á força...
O "J" cada vez mais pálido, deitado em cima dos bancos da sala de espera a gemer de dores, com a cabeça no meu colo....
Quando chegou as 20horas, peguei no J debaixo do braço e irrompi pela sala das urgências a protesto do segurança e de quem lá estivesse, e estava lá um médico, a correr de uma lado para o outro da sala de urgência, a procura do J para ser operado de urgência... quando me viu só perguntou "onde é que vocês se meteram!!!!", eu na altura nem pensava para responder, em 30 segundos o J estava de bata e em cima da maca...
Ás 20h30 minutos estava na sala de operação a ser operado... e correu tudo bem...

Podem me dizer que podia ter feito queixa, ou que deveria ter tirado o nome da infermeira, ou dos médicos, ou até leva-los a tribunal... mas o importante não foi isso... o importante foi que os médicos, e infermeiros que tanto se queixam das condições de trabalho, tratam de nós, a quem lhes paga, como gado, como montes de carne dispensaveis...

Desde aí, temos seguros de saúde, e nunca mais fomos ao hospital publico, e é por essas e por outras que me dá sempre qualquer coisa má quando há algum "possivel problema" de saúde.

(Espero que não esteja muito confuso, porque simplesmente não vou reler este texto, só de relembrar esta experiência não foi das coisas mais agradaveis...)

sábado, junho 14, 2008

la différence - a diferença

Vão dizer que falto de imaginação e é só musicas atrás de musicas, mas pronto, tem de ser hahaha
Vai aqui uma musica de uma artista de que não sou nada fã, mas não posso tirar mérito a esta musica, por razões obvias e é só ouvir a Lara Fabian neste dueto com Patrick Fiori, e ver esta letra que dá para perceber que mesmo que não se goste de um ou outro artista, há certas musicas que mesmo assim não nos deixam frios, e para mim o final da musica diz tudo hehe




A diferença (tradução made in TUSB :D )

A diferença
Aquela que incomoda
Uma preferencia, um estado de alma, uma circunstância
Um corpo a corpo
Em desacordo
Com as pessoas de bem, os costumes primeiro
As suas peles nunca estranharão as diferenças
Elas são iguais
Se tocam como estes dois homens que dançam

Sem nunca falar
Sem nunca gritar
Eles amam-se em silêncio
Sem nunca mentir, nem virar as costas
Eles fazem se confiança
Se soubessem como se cagam para as injurias
Eles preferem o amor, sobretudo o verdadeiro
Aos nossos murmurios

Eles falam muitas vezes
Das outras pessoas
Que se amam tanto
Que se amam como dizemos "normalmente"
Desta criança
Tão ausente
Deste mal do sangue que corre
e mata tão livremente
Os seus olhos nunca se afastarão por negligência
Eles reconhecem-se, domesticam-se
commo estas duas mulheres que dançam

Sem nunca falar
Sem nunca gritar
Elas amam-se em silêncio
Sem nunca mentir, nem virar as costas
Elas fazem-se confiança
Se soubessem como se cagam para as injurias
Elas preferem o amor, sobretudo o verdadeiro
Aos nossos murmurios

De Verlaine a Rimbaud quando pensamos nisso
Toleramos a excepcional diferença

Sem nunca falar
Sem nunca gritar
Eles amam-se em silêncio
Sem nunca mentir, nem virar as costas
Eles fazem-se confiança
Se soubessem como se cagam para as injurias
Eles preferem o amor, sobretudo o verdadeiro
Aos nossos murmurios

A diferença
pensando melhor
mas qual diferença?

quarta-feira, junho 11, 2008

Un homme heureux - um homem feliz



Cá está uma musica de qual prefiro a versão cantada por Renaud com o Patrick Bruel do que a original cantada por William Sheller... (se tiverem curiosidade original) enfim gostos, para mim é das melhores letras que alguma vez vi numa musica, inesquecível.

mal e porcamente traduzida pelo vosso escravo usual, sim mal e porcamento porque a letra ficou diferente... não consegui captar o que queria.... e "as pessoas" feminino não fica muito bem para aqui...

Um homem feliz

Porquê que as pessoas que se amam
São sempre um pouco as mesmas?
Têm, quando passam por nós,
O mesmo olhar dum só desejo por dois
São pessoas felizes
Porquê que as pessoas que se amam
São sempre um pouco as mesmas?
Quando têm os seus problemas
Não há nada a dizer e nada a fazer por elas
São pessoas que se amam

E eu mal te conheço
Mas seria uma sorte
Se partissemos um pouco como elas
Podiamos fazer sem vergonha
Espaço para dois
Mas se não vale a pena
Voltar a falar disso
Tens de me o dizer na cara.
Pelo pouco tempo que dure
A qualquer custo
Quero ser um homem feliz

Porquê que as pessoas que se amam
São sempre um pouco rebeldes
Têm um mundo só delas
Que em nada as obriga a serem iguais
aquelas, que nos dão como modelo
Porquê que as pessoas que se amam
São sempre um pouco cruéis
Quando nos falam delas
A qualquer coisa que vos afasta um bocado
São coisas humanas

E eu mal te conheço
Mas seria uma sorte
Se partissemos um pouco como elas
Podiamos fazer sem vergonha
Espaço para dois
Mas se não vale a pena
Voltar a falar disso
Tens de me o dizer na cara.
Pelo pouco tempo que dure
A qualquer custo
Quero ser um homem feliz


Quero ser um homem feliz

domingo, junho 08, 2008

Starmania - Monopolis

Uma das minhas musicas francesas favoritas vem do espectáculo Starmania que tem aparecido de 10 em 10 anos numa nova incarnação... Aqui está uma musica de 1978, cantada por Daniel Balavoine et Fabienne Thiebault, que fala de uma cidade moderna chamada Monopolis, a musica está longe de desactualizada, e acho uma letra espantosa, sem dizer nada de mal, instaura em nós tamanha tristesa... (enfin, falo por mim claro :D )



Monopolis (tradução made in TUSB)

De Nova Iorque a Tóquio,
Tudo está igual
Apanhamos os mesmos metros
Para os mesmos arredores
Todos em fila

Os néons da noite
Substituem o sol
E em todas as rádio
Ouve se a mesma musica
O dia é cinzento, a noite é azul

Nas cidades do ano 2000
A vida será muito mais facil
Teremos todos um numero nas costas
e uma estrela sobre a pele
Seguiremos alegremente o rebanho
Nas cidades, do ano 2000

Mirabelle ou Roissi
Tudo está igual
A volta da Terra
Apanhamos os mesmos aviões
Para ir onde o céu é azul
Quando já não soubermos
onde encontrar o sol
Então iremos até Marte ou Jupiter
Todos em fila

Nas cidades do ano 2000
A vida será muito mais facil
Teremos todos um numero nas costas
e uma estrela sobre a pele
Seguiremos alegremente o rebanho
Nas cidades, do ano 2000

Monopolis
Já não haverá estrangeiros
Seremos todos estrangeiros

Nas ruas de Monopolis
Andaremos de mãos dádas?
Como em 1980?

No meio de Monopolis
Quando os nossos filhos terão 20 anos
Nós seremos de outro tempo
Do tempo de antes de Monopolis

Vejo me sentado sobre um banco
Só, no meio de Monopolis.

sexta-feira, junho 06, 2008

25 anos de amor....

Tornaram se namorados num tempo diferente do de hoje, ele explica, quando os homosexuais chamavam se de amigos, e era segredo construir uma vida em conjunto.

Nos 25 anos que estiveram juntos, os dois homens nunca discutiram casarem - nem quando se tornou possivel tarde na sua relação. Nunca foram do tipo de casar.

Mas falaram, como casais falam, sobre as suas familias, o seu futuro, e até das suas mortes.

Russell F. O'Geen, que tem agora 57 anos e chamava Rochester a sua terra de origem até uns meses atrás, diz que o seu companheiro queria ser enterrado perto do seu pais e dois irmãos no Minnesota.

E foi onde Russell levou o corpo do seu companheiro ainda este ano, disse, depois de telo visto morrer na casa que partilhavam na cidade. Ele tentou ajudar ao mesmo tempo que chamava o 911, entre o medir do pulso e tentar uma reanimação.

Agora está a limpar a casa que ele e o seu companheiro partilhavam na cidade, porque a casa estava no nome do seu companheiro, e sua familia quer vendê-la.

Russel, que tem a "Lily Farm" em LeRoy e vende flores no marcado publico de Rochester, diz que vai levar as arvores que semeou no jardim da casa que o seu companheiro comprou há 15 anos. Assim como as restantes flores e a pequena cataracta que constuiu.

"Quando venderem a casa, a pessoa que vier não vai cuidar do jardim" preocupa-se ele

Russel consultou dois advogados depois da morte do seu companheiro. E disse lhes o que tinham combinado quando um ou outro morressem, a casa respectiva iria para o sobrevivente. Russel receberia a casa da cidade que usavam durante a semana, e o seu companheiro receberia a casa em Leroy, onde passavam os fins de semana.

Os advogados disseram lhe que no momento em que o seu companheiro não fez testamento com instruções sobre o que queria, Russel não tinha direitos. Os dois homens tinham falado acerca de por as coisas por escrito, mas nunca o fizeram.

Então agora, Russel está a empacotar tudo, a loiça, os vasos, os moveis de jardim que tinham comprado juntos.

"Viviamos uma vida confortável e discreta" disse ele. "Sim, viviamos. Nesses tempos, é o que se fazia. Não viviamos como os gays vivem agora."

Em relação ao dinheiro, manteram as coisas separadas, disse Russel. Até o seguro de vida e outras contas que deixou estavam guardadas para a filha e os três netos dele, e ele estáva de acordo com isso.

"Isto nada tem a ver com dinheiro" diz-ele. "Tem a ver com o amor, e com quem eu cresci. Estivemos juntos 25 anos."

Não seguiu as noticias recentes do governador de Nova York que está a dar ordens as agencias para reconhecerem o casamento homosexual celebrado noutros estados, ou até outras noticias sobre as uniões homosexuais poderem ser oficializadas na proxima semana no estado da California.

Mas a história que Russel contou, de um casal que via televisão juntos, e compravam moveis juntos, oferece todas as razões para que seja reconhecido que os homosexuais não estão a pedir algo diferente do que os restantes querem.

Russel diz que a parte mais dificile são as saudades do seu companheiro, que tinha 56anos quando faleceu. Falavam ao telefone cinco vezes por dia.

"Já ninguem me telefona.." diz ele "E isso dá cabo de mim..."

(encontrei este pequeno artigo em inglês aqui link e fiquei tão emocionado ao lê-lo que decidi fazer esta pequena tradução, se compararem o original com a tradução usei o nome próprio da pessoa no lugar do nome de familia para ser menos americanizado... espero que gostem)

terça-feira, junho 03, 2008

Comme ils disent! Como dizem!

Vou fazer um pequeno intervalo dos filmes com esta musica do Charles Aznavour, era impossivel ter este blogue, falar de musica francêsa e homosexualidade sem referir esta musica (não sou um grande fã da caracterização fisica que faz quando canta esta musica mas vou fazer um desconto, e são poucos os que têm direito a descontos por estas bandas haha).



Cá vai mais uma tradução, pensando nos milhares de leitores assiduos não francofonos que percorem esta página diáriamente (sou tão exagerado lol)

Como dizem

Moro só com a minha mãe
Num muito velho apartamento
Rua Sarasate
Tenho um tartaruga dois canários
e uma gata
Para deixar a mamã descansar
Muitas vezes vou ao mercado
E cozinho
Arrumo, lavo e seco
Por vezes coso também
A máquina
O trabalho não me assusta
Sou um pouco decorador
Um pouco estilista
Mas o meu verdadeiro trabalho é á noite
Que o pratico vestido de travesti
Sou artista
Tenho um numero muito especial
Que acaba em nu, integral
Depois de strip-tease
E na sala vejo que
Os machos não acreditam
Eu sou um homem, oh (Je suis un homme, oh. trocadilho de "homme, oh" com "homo")
Como dizem...

Perto das três da manhã
Vamos comer entre amigos
De ambos os sexos
Num bar qualquer
E lá falamos sem vergonha
e sem complexos
Despejamos verdades
Sobre pessoas de que estamos fartos
lapidamos-os
Mas fazemos isso com humor
Enrolados em ironias
Molhadas de acido
Encontramos atrasado mentais
Que para se armarem
Andam bebados
Dizem o que pensam de nós
E fazem figuras, os pobre estupidos,
ridiculas
Mexem-se muito e falam forte
Armam se em divas, em tenores
da idiotice
A mim, os trocadilhos e as injurias
Deixam me frio, porque é verdade
Sou um homem, oh (homo)
Como dizem...

Á hora em que nasce o dia
Regresso ao meu lote
de solidão
Tiro as minhas pestanas e cabelo
Como um pobre palhaço triste
de cansaço
Deito-me mas não consigo dormir
Penso nos meus amores sem alegria
Tão irrisórios
Penso nesse rapaz belo como um deus
Que sem fazer nada meteu fogo
Á minha memória
A minha boca nunca conseguirá
Lhe admitir o meu doce segredo
O meu tenro drama
Porque o objecto do meu suplicio
Passa a maior parte do seu tempo
Na cama com mulheres
Ninguém tem direito
De me culpar, de me julgar
E eu especifico
Que foi a natureza que
é responsavel se
Sou um homem, oh (homo)
Como dizem...

(tentei ser fiel ao texto mesmo se algumas partes tiveram de ser mesmo modificadas)

quinta-feira, maio 29, 2008

Filmes maus de Livros bons

Em primeiro a minha maior desilusão no que respeita a livros passados para filmes...
Frankenstein da Mary Shelley, um livro fabuloso tão existencialista, terrivel e cheio de beleza, para mim um classico da literatura... o filme adivinhava-se grandioso, não seja o Francis Ford Coppola o realizador, e Robert de Niro no papel principal... Mas não, as actuações horriveis, combinadas com um guião duvidoso quase blasfemo, a falta de humanidade no filme contrastando com a humanidade do livro.
Quem teve esta visão do livro, não o leu certamente como era suposto...

Sofram aqui um bocadinho com o trailer... que já permite antever o que vem no filme.


Outro filme tirado de um livro, a Rainha dos Malditos, terceiro livro das Crónicas dos Vampiros de Anne Rice. O primeiro é bem conhecido e também foi passado para o cinema mas com sucesso "Entrevista com um vampiro".
O livro a Rainha dos Malditos, pode não ser o melhor livro do mundo, mas sendo uma obra grande, não faltavam explicações para tudo o que se passava no mesmo e o enredo estava bem desenvolvido...
O filme, pega na mesma história, mas consegue fazer o impossivel... que alguem que tenha lido o livro, não consiga perceber a história na mesma :D, enfim, este filme merece estar nos "filmes para esquecer" (futuramente num blogue de informação absolutamente inuteis, perto de si) mas como decidi fazer um post sobre filmes tirados de livros, cá está.

Não sei se vale a pena por estes trailers... mas cá vai...


Queria mencionar por ultimo o Eragon, o livro não foi mau, tenho de admitir que para o rapaz de 16 anos que o escreveu, foi um livro bem concebido, mesmo se muitas ideias foram claramente tiradas de aqui ou ali, é um livro facil de ler, e lê se com prazer.
O filme saído o ano passado ou há dois anos... consegue tirar o pouco de profundidade que o livro tinha, juntar efeitos especiais, e Tah Dah... um flop instantaneo... se houvesse um prémio para pior guião tirado de um livro, este estáva lá no topo. Mas enfim, sabemos que estamos mal quando o melhor actor de um filme é um dragão em imagens de sintese...

é o ultimo, pronto, não sofrem mais!

quarta-feira, maio 28, 2008

Pequeno update sobre exames e assim

Os exames não revelaram nada, por um lado é bom, e por outro lado... continua com sintomas de alguma coisa, mas não sabem o que é... Mas porque enquanto já estou mais feliz :D

Filmes para rir

Este post é dedicado aqueles filmes que nunca deixam de nos fazer rir, visto já ter posto o trailer do "Bienvenue chez les Ch'tis" num post anterior, assim como já falei do "Priscilla Queen of the Desert" ou dos "Monty Python and the holy grail", já não restam muitas obras primas, mas um filme tenho de mencionar, o "Jantar de Palermas" (Diner de con), simplesmente divino.



E um classico do Mel Brooks, Spaceballs

segunda-feira, maio 26, 2008

Filmes para chorar

Todos nós temos de certeza um filme que nos toca, lá bem no fundo, e que por mais vezes que o vimos não conseguimos impedir uma pequena lágrima de nos escorrer pela face.
Para mim, são dois, o primeiro "Gorillas in the mist", a história de Dian Fossey, simplesmente dos filmes mais "underrated" de sempre, e com a Sigourney Weaver a mostrar que afinal sabe actuar! E que actuação.



O segundo é um filme de animação, e já que falei do "Totoro" num post mais antigo, vou referir "O tumulo dos pirilampos" (Grave of the Fireflies), mas nesse filme não me contentei com uma lagrima... chorei do principio ao fim haha (já sei já sei, não passo de um lamechas), enfim só quem ver o desenho animado é que me pode julgar... passado no japão, a história de duas crianças, durante a guerra do pacifico...
Lindo, arrepiante, horrivel e chocante, ainda não tive coragem para o ver uma segunda vez.

Les corons - Pierre Bachelet

Cá vai mais uma musica directamente tirada da minha infancia, vinda directamente do ensino primário Suiço, dum artista pouco conhecido Pierre Bachelet, assim como uma tradução made in TUSB pelo vosso caro anfitrião :D



Só há um problema, não conheço nenhuma tradução para corons, que eram as habitações unifamiliares estreitas com um pequeno jardim por trás que existiam nas "cidades mineiras" da segunda metade do seculo XIX, por isso usarei esse mesmo nome.

Ao norte, eram os corons
A terra, era o carvão
O céu, era o horizonte
Os homens, mineiros de fundo

As nossas janelas davam sobre janelas iguais
E a chuva molhava a minha mochila
E o meu pai quando voltava tinha os olhos tão azuis
Que pensava ver o céu azul
Decorava as lições, a cara contra o braço dele
Acho que estava orgulhoso de mi~m
Ele era generoso como os homens do campo
E devo-lhe o que sou hoje

Ao norte, eram os corons
A terra, era o carvão
O céu, era o horizonte
Os homens, mineiros de fundo

Era a minha infancia, e era feliz
No vapor das maquinas
E tinha montes de pedras em lugar de montanhas
De cima deles via o campo
O meu pai era "gueule noire" ("mineiro") como eram os seus pais
Minha mãe tinha os cabelos brancos
Eles eram da fossa, como se fossem de um país
Graças a eles, sei quem sou

Ao norte, eram os corons
A terra, era o carvão
O céu, era o horizonte
Os homens, mineiros de fundo

Havia na freguesia o dia da feira
Uma foto de Jean Jaures
E todos os copos de vinho eram diamantes rosas
Pousado sobre fundo de silica
Falavam de 36 e das bolsas de gás
Dos acidentes no fundo do buraco
Amavam o seu trabalho como se ama um país
É com eles que percebi

Ao norte, eram os corons
A terra, era o carvão
O céu, era o horizonte
Os homens, mineiros de fundo

quarta-feira, maio 21, 2008

Ainda ontem - Hier encore

Já que ando numa letargia crónica aguda cá vais mais uma tradução made in TUSB hehe
Uma das minhas musicas favoritas de Charles Aznavour, letra e musica fabulosa, como sempre nos habituou Charles...



Ontem ainda
Tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E jogava da vida
Como jogamos do amor
Et vivia de noite
Sem contar com os dias
Que fugiam no tempo

Fiz tantos projectos
Que ficaram no ar
Criei tanta esperança
Que vi desaparecer
E fico perdido
Sem saber onde ir
Os olhos procurando o céu
Mas o coração subterrado

Ontem ainda
Tinha vinte anos
Gastava o tempo
Pensando pará-lo
E para o travar
Ou mesmo ultrapassar
Só fiz foi correr
E fiquei sem folego

Ignorando o passado
Conjugando no futuro
Antecedia por "eu"
Todas as conversações
Dava a minha opinião
E queria ter razões
Para criticar o mundo
Sem preocupação

Ainda ontem
Tinha vinte anos
Mas perdi o meu tempo
A fazer loucuras
Que não me deixam no fundo
Nada de concreto
Só umas rugas na testa
E o medo do tédio

Porque os meus amores morreram
Antes de existirem
Meus amigos partiram
E não voltarão
Por minha culpa fiz
O vazio a minha volta
Estraguei a minha vida
E a minha juventude

Do melhor e do pior
Deitando fora o melhor
Cristalisei os meus sorrisos
E congelei os meus choros
Onde estão agora
Os meus vinte anos?

terça-feira, maio 20, 2008

Update

Bem voltamos dos exames, e os senhores radiologistas disseram que "não dá para ver nada ainda", o que duvidei um bocado com o nervosismo, mudança comportamental antes e depois do exame, e o olhar a fugir para o canto inferior direito enquanto nos respondia... Enfim só no dia 27 é que estarão prontos e devidamente analisados, mais uma semana de espera... Tenho tanto trabalhos para fazer e não tenho tido paciência nenhuma para nada, parece que estou exausto a não fazer nada haha

Enfim, há uns dias vimos um filme francês excelente, e muito comico (e estamos a precisar de rir hehe), que aconselho a todos de verem, venceu o record de bilheteira do titanic na primeira semana na França, aqui vai o trailer de "Bienvenue chez les Ch'tis"



Já tenho mais umas fotos do meu gatinho (é das poucas coisas que me está a dar alguma alegria neste momento), tiradas essas quando tinha feito 3 semanas, há uns dias.





sábado, maio 10, 2008

Ausência prolongada...

Ultimamente não tenho tido tempo para vir aqui fazer os meus posts diários, bem estou a mentir, tenho tido tempo mas não tenho tido inspiração, ando (demasiado) preocupado com o meu marido, que vai fazer umas analises importantes (TACs...), a mando da médica dele, e que são só por elas próprias já (muito) assustadoras... Ainda bem que ele nunca vem ao meu blogue ou iria ficar danado comigo haha mas estão se me acabar as forças e só de despejar aqui isto já me sinto um bocadinho melhor... Enfin, análises são só análises... repito-me isso 500 vezes por dia... e estou sempre com um sorriso, mas... e se...
Pareço um tolo a chorar quando me apanho sozinho por uma coisa que não há de ser nada...

Não sei se vou manter este post aqui, não quero que ele veja isto mas ao mesmo tempo estava a precisar escreve-lo...

quarta-feira, maio 07, 2008

Michael Moorcock


Estamos nesta altura do mês, em que faço todos vocês bocejar de um ataque de tédio agudo, altura de falar de mais um dos meus escritores favoritos, Michael Moorcock (e não, não é pelo nome... mentes perversas haha).
Bastante conhecido pela a sua saga de Elric que já conta com quase 20 volumes se não me engano (os dois primeiros traduzidos para português recentemente), sem contar com as adaptações a BD pela DC entre outros.
Mas para quem não está muito afim de ler fantasia heroica, aliás todos deviam ler um dos melhores livros que ele escreveu "Eis o homem". Fala de um homem que quando se viu com a possibilidade de viajar no tempo decide ir conhecer Jesus... mas para seu espanto, Maria não passa de uma libertina, e Jesus de um deficiente. Ele decide então tomar a posição de Jesus, repetindo o que se lembra ter lido, juntando seguidores etc.... Um livro muito bem feito, que lhe mereceu o prémio nebula em 1967.

Michael Moorcock é também bastante conhecido pelas suas criticas a fantasia epica, e ao J.R.R Tolkien, comparando o Senhor dos Aneis e outros livros de fantasia "para criança" com o Winnie the pooh, e a sua abordagem antitecnológica e idealização da vida rural; sobre tudo no seu ensaio "Epic Pooh", preferindo escritores como Pratchett e Ursula K. Le Guin (de qual já falei há uns meses).

sábado, maio 03, 2008

Plus bleu que tes yeux

Cá está uma das minhas musicas favoritas de todos os tempos, um classico que Charles Aznavour escreveu especialmente para a Edith Piaf em 1951, mas não me consegui impedir de por aqui o dueto "virtual" dos dois grandes da musica francêsa lançado há poucos anos.



E uma tradução "livre" feita por mim. (espero que ninguem leve a mal, é quase um sacrilégio traduzir estas musicas haha)

Plus bleu que tes yeux

Mais azul que o azul dos teus olhos,
Não vejo nada mais belo,
Mesmo o azul dos céus.
Mais louro que os teus cabelos dourados
Não se pode imaginar,
Mesmo o louro do trigo.
Mais puro que o teu sopro tão suave,
O vento, mesmo no mês de Agosto,
Não pode ser tão suave.
Mais forte que o meu amor por ti,
O mar mesmo em furia,
Não se compara.
Mais azul que o azul dos teus olhos,
Não vejo nada mais belo,
Mesmo o azul dos céus.

Se um dia te fosses embora
E me deixasses,
O meu destino mudaria de repente
Completamente.

Mais cinzento que o cinzento da minha vida,
Nada seria mais cinzento,
Nem mesmo um céu de chuva.
Mais negro que o negro do meu coração,
A terra em pronfundidade
Não seria tão escura.
Mais vazio que os meus dias sem ti,
Nenhum poço sem fundo
Se compara.
Mais longo que a minha dor de amor,
Mesmo a eternidade,
Perto dele seria curta.
Mais cinzento que o cinzento da minha vida,
Nada seria mais cinzento,
Nem mesmo um céu de chuva.

Não deveriamos pensar, eu sei,
Nos dias de amanhã.
Para que serve nos complicarmos a vida
Se hoje...

Mais azul que o azul dos teus olhos,
Não vejo nada mais belo,
Mesmo o azul dos céus.
Mais louro que os teus cabelos dourados
Não se pode imaginar,
Mesmo o louro do trigo.
Mais puro que o teu sopro tão suave,
O vento, mesmo no mês de Agosto,
Não pode ser tão suave.
Mais forte que o meu amor por ti,
O mar mesmo em furia,
Não se compara.
Mais azul que o azul dos teus olhos,
Só vejo os sonhos
Que me trazem os teus olhos....

(talvez chame o meu gato de Bleu, já que é azul haha)

sexta-feira, maio 02, 2008

Gatos + Senhor dos Aneis = ???

Já que estou numa de gatos e de senhor dos aneis (ver posts anteriores) era impossivel não por aqui este poema de J.R.R Tolkien.


Cat

The fat cat on the mat
may seem to dream
of nice mice that suffice
for him, or cream;
but he free, maybe,
walks in thought
unbowed, proud, where loud
roared and fought
his kin, lean and slim,
or deep in den
in the East feasted on beasts
and tender men.
The giant lion with iron
claw in paw,
and huge ruthless tooth
in gory jaw;
the pard dark-starred,
fleet upon feet,
that oft soft from aloft
leaps upon his meat
where woods loom in gloom
far now they be,
fierce and free,
and tamed is he;
but fat cat on the mat
kept as a pet
he does not forget.

J.R.R Tolkien


E já agora, a acompanhar, uma fotografia de um especimen puro de gato persa contemporânio.

quinta-feira, maio 01, 2008

Ensinar os gatos a ir a sanita

Encontrei um site onde se pode comprar um kit para ensinar os gatos a irem fazer as suas necessidades na sanita!!! Agora só fica a duvida, será que funciona mesmo... mas por 30$ até me dá vontade de comprar hahah!
www.citikitty.com